
02:03 da madrugada. E eu aqui. De frente para esse computador.
Lá fora venta. E muito. Esse vento me assusta!
Tudo bate. Tudo cai. Tudo se arrasta.
Cortinas voam como se estivessem em fuga desesperada.
E eu aqui.
Esperando o sono me arrebatar com seus sonhos alegres e fantasiosos...
E o vento lá fora, canta sua melodia em tons graves e agudos.
Vento ventania me leva para dar uma volta no céu onde eu possa cavalgar nos meus desatinos, nas revoadas e nos redemoinhos...
Me faça perder essa angústia que você me obriga a sentir.
Me leva sem destino, quero juntar-me a você e carregar os balões pro mar
Quero enrolar as pipas nos fios e mandar meus beijos pelo ar...
Na escuridão ninguém entende para onde você nos leva.
E na luz... ah na luz...
Na luz você nos entrega o melhor que há em nós...
Nossos pensamentos voam ao seu encontro e viajamos na sua brisa...
Porém as telhas soltas nas casas e casebres batem desesperadas acompanhando sua melodia. Pessoas embreagadas sobem e descem as ruas e vielas tentando se curvar diante de tanta maestreza.
E eu vento? E eu o que faço ao ouvir-te lá fora.
Quero dormir, mas você não permite...
Se ao menos tivesse a Lua para me fazer companhia... mas até a soberana se recolheu diante de tanta rebeldia...
Com tantos rodopios e vais e vens, que por fim tem que trazer, ao menos, algo que nos alegre... Vá vento e amanhã traga-nos boas-novas...
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