quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Temos a necessidade de amizades verdadeiras...


Sinceramente, não consigo entender porque algumas pessoas fazem certas coisas, certas comemorações pessoais a favor e a benefício de outras, atrás de uma possível amizade verdadeira.

Cara na boa... aniversário é uma data mega especial. É o único dia que você, definitivamente, chamar de seu!! Portanto você faz o que quiser, onde e quiser e se quiser... Independente se "as amigas" irão gostar, se irão e tudo mais... DANE-SE!! Como é complicado isso... achar por um momento que você pode ficar sozinha... o medo da solidão de amigos... tudo bem que eu não me basto, mas também fazer as coisas para interesse dos demais é OVER! Cafona!

Amiga, faça onde quiser, quando quiser e como quiser... sem se prender quem vai ou não.
O certo é que estarei lá! FATO!

Encontrei um texto sobre amizade verdadeira... lindo!
Amiga para você se um dia você vir aqui para ler, rs

"Temos a necessidade de amizades verdadeiras
 
Mesmo com as nossas limitações e com todos os desafios que comportam o dom da amizade, Deus nos concede sempre a graça da “escolha gratuita” e a criatividade de darmos provas de amor ao amigo, simplesmente sendo nós mesmos. Aprende-se muito com o amigo, através do amor a Deus que se concretiza na discrição, na alegria, na transparência em sermos quem somos, sem máscaras e sem mesquinhez no coração.

O amigo verdadeiro cultiva os relacionamentos e exercita a arte de ter aprendido que, dentro da dinâmica e do mistério da convivência, não nos serve escondermos o que constitui o nosso potencial interior, a nossa verdade, aquilo que Deus mesmo realizou nas nossas vidas ou aquilo pelo qual lutamos pra vencer e superarmos.

Somos um mistério fascinante mesmo que tenhamos de admitir que a limitação e a fragilidade nos marquem. A amizade acontece mesmo quando é preciso tocar naquele mistério de graças como de misérias presentes no coração de cada um de nós. “Característica da amizade é a certeza de encontrar o imutável no mutável” (Giuseppe Colombero). Recordo-me de uma expressão que tomei conhecimento alguns anos atrás: “Quero um amigo com quem eu tenha, na sua presença, a liberdade de sentir-me fraco, ser diante dele aquilo que realmente eu sou.”

Quando nos deparamos com as fragilidades dos nossos irmãos e amigos, costumamos considerar como um desafio, mas que isso nunca chegue ao ponto que nos desestimule. Acho que não é possível explicar o “por que” que uma pessoa nos escolhe como amigo, pois é Deus mesmo cuidando, protegendo, nos dando a sua misericórdia e nos convidando à santidade. Quando procuramos a amizade não a encontramos, porque a amizade verdadeira não é objeto de procura. Acredito que é Deus mesmo que cuida de despertar em nós o potencial humano e, portanto, sua graça se utiliza das nossas capacidades humanas, tais como: a a acolhida da diferença, a comunicação transparente, a percepção, a intuição, o sair de si, humildade e a disposição para deixarmos que o outro participe das nossas vidas.

Quando caçamos a amizade ela nos escorre pelos dedos; não a alcançamos porque ela se encontra primeiramente dentro de nós, como dom, como aquela capacidade interior e ao mesmo tempo dom que nos faz sair de nós mesmo e participarmos da vida dos outros. Ficamos maravilhados quando passamos a reconhecer, no mais profundo do nosso coração, aquela identificação com o outro. Percebemos que aquela outra vida, aquele mistério que nos apresenta, comunga com a nossa vida. Começa-se o período de conquista da amizade, sempre na liberdade e na verdade.

Não é possível que a amizade seja autêntica e transparente quando não deixamos que o próprio coração tenha sentido a necessidade de reconhecer o outro como alguém que traz consigo aquelas disposições necessárias para conosco construir uma amizade. É pobreza de coração e de personalidade chamar alguém de amigo quando ainda de fato não o é. Quem acha que amizade é ter pressa em dizer que “somos amigos” e não compreende que ela é um exercício que exige tempo, purificação, paciência, fidelidade e transparência, não está mesmo preparado para viver aquela amizade que atinge a profundidade e a maturidade. Acaba-se a conduzir o relacionamento para a superficialidade, para a cobrança e para a busca da satisfação de si mesmo.

As pessoas superficiais costumam evidenciar suas amizades não para celebrá-las, mas para fugir da sensação de angústia e dor de não terem amigos de verdade. Não compreendem e não sabem viver na certeza de que os amigos devem ser conquistados, cultivados e inseridos na nossa existência próprio amor de Deus que é sempre o autor dos encontros. Quem não trilha esse caminho constrói amizades vulgares e medíocres, interesseiras e incapazes de permanecerem quando chega o tempo da adversidade. Nessa condição o amigo é amigo enquanto dele sempre consigo extrair, aprender ou ganhar algo que satisfaça as minhas próprias carências afetivas, materiais e existenciais.

Temos necessidades de amizades verdadeiras que promovam a felicidade e a liberdade de ser quem somos na esperança de que Deus seja o centro da amizade, e nos ajude a viver a partilha e a comunicação. Então, essa amizade em Deus torna-se luz diante das adversidades da vida e auxílio no caminho da santidade, da maturidade da fé e dos valores humanos. A dor e a solidão que tantas vezes cruza o nosso caminho e que, naturalmente, são próprios do caminho da purificação e do amadurecimento da liberdade interior, são agora preenchidos de sentido.

Que o Senhor Jesus seja “o amigo de nossas almas” e nos ajude a vivermos o dom da amizade, e a vivê-la de forma autêntica, profética e santa. “Ninguém tem maior amor do que aquele que se despoja da vida por aquele a quem ama” (Jo 15,13). Somente “nesta amizade” toda e qualquer amizade tem sua real fecundidade."
(Fonte: http://www.fotolog.com.br/jen_jenny_09/39741841)

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